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Bonita sem Seguir os Moldes da Sociedade

Bonita sem Seguir os Moldes da Sociedade




A modelo brasileira Fluvia Lacerda foge à regra quando o assunto é o tamanho do manequim. Bem diferente das tops exageradamente magras, Fluvia ganhou fama em vários cantos do mundo sendo íconeFlávia Lacerda da categoria plus size. Morando há 13 anos em Nova York, ela foi descoberta por uma editora de revista de moda em um ônibus em Manhattan e desde então não parou de fotografar, sendo a única brasileira a trabalhar como modelo plus size no exterior.
Aos 29 anos, recém-contratada pela agência Ford Models dos Estados Unidos, ela ganhou ainda mais destaque estrelando o vídeo da campanha da marca americana IGIGI, especializada em tamanhos grandes. O vídeo, de apenas um minuto e meio, leva o título de 16 (tamanho 46 no Brasil) e o slogan Vá em Frente, me Chame de Gorda, dirigido por Mark De Paola. "Estamos muito felizes com o resultado e o impacto ele que vem causando", conta ela.
Fluvia conta que mesmo acima do peso, nunca lutou contra a balança ou se rendeu às dietas. Segura e cheia de vida, ela mostra que é possível, sim, ser feliz fora dos moldes que a sociedade impõe.
Entrevista:

- Quando foi abordada pela editora de revista que te convidou para modelar, qual foi sua reação?
Acho que foi um dos episódios mais engraçados da minha vida. A princípio achei que era piada, porque o pouco que entendia desse ramo da moda era que pra ser modelo era necessário ser magérrima e isso eu nunca fui.


- E a partir daí? Como as coisas aconteceram?
Pensei um pouco no assunto, pois jamais havia contemplado a ideia de trabalhar no ramo, não entendia muito bem como seria ou se valeria a pena. Meu marido achou super legal e me apoiou a tentar e ver no que resultaria. Fui na agência indicada pela editora e daí em diante nunca mais parei de trabalhar.


- Sempre foi gordinha?
Sempre fui cheinha, mas isso nunca foi a forma como me rotulei. Sempre me olhei no espelho e me achei linda (não de uma forma metida) e acima de tudo sempre fui saudável, o que é mais importante de tudo.


- Lutava contra a balança?
Não. Nunca fiz uma dieta na vida. Sempre pratiquei esportes, sempre fui superativa e como disse, nunca tive problema de saúde. Me sinto superbem depois de uma sessão de yoga, musculação ou spinning. Procuro ir à academia pelo menos 3 vezes na semana e quando estou na correria de viagens internacionais, tento alugar bicicletas, que além de ajudar a exercitar, me permite conhecer um pouco dos lugares onde estou. Mas, para mim, a balança indica um número sem importância.


- Como é sua alimentação? O que costuma comer no café da manhã, almoço e jantar?
Minha prioridade é evitar os alimentos processados. Os famosos "empacotados" no supermercado pra mim são os piores inimigos para a saúde de qualquer um. Adoro comprar livros de culinária vegetariana, tenho uma horta pequena em casa e curtimos muito plantar e colher. Adoro os alimentos integrais, costumo comer uma torrada com ovos pela manhã ou com salmão defumado. Evito comer carne vermelha, nada de frituras, fast food e refrigerantes. Como viajo muito, opto por comer legumes, arroz integral e frango. Quando estou em casa meu arroz e feijão nunca falta.


- As modelos 'comuns' costumam ter uma vida muito regrada e uma dieta restrita (até demais). Como é a vida de uma modelo plus size?
As pessoas tendem a associar a modelo plus size com a ideia de que podemos comer tudo o que vemos pela frente e ter uma vida super sedentária. Mas isso não é verdade. Temos que malhar pra manter tudo rígido e não podemos engordar acima daquilo que fica proporcional. Não basta apenas ser gordinha para ser modelo plus size. Como toda profissão e ramo de atuação, existem exigências nesse mercado também.


- E como é ser considerada uma Gisele Bündchen 'plus size'?
Me sinto muito lisonjeada com tal comparação, pois a acho linda.


- Quais conselhos daria às mulheres acima do peso, que sofrem com isso?
Eu não aconselho coisas que não pratico na minha própria vida. Pessoalmente, sou feliz comigo mesma e acredito que a sociedade ao nosso redor sempre terá imposições, exigências e críticas, não só quanto a nossa aparência, mas tudo mais que faz parte de cada uma de nós. A determinação do que é beleza ou bonito varia de pessoa para pessoa, e na minha visão muita vezes aqueles que determinam que você só será feliz se couber dentro do molde de beleza, que muitas vezes é impossível de ser atingido, não está feliz com seu próprio 'eu'. No fim do dia, ser feliz consigo mesma é o fator mais importante. Se você está acima do peso e não se sente bem, modifique esse quadro, mas de uma forma saudável. Agora, se você se curte do jeito que é, então, dane-se o resto. Não levanto a bandeira a favor de ser gordinha ou magrinha, mas sim de aprendermos a ser felizes da forma como Deus nos criou. Acredito que de uma forma ou de outra, hoje, mais do que nunca, temos acessos a informação de pessoas que vivem em situações caóticas de saúde, sem qualidade de vida e daí para pior. Se martirizar porque sua colega de escola, mãe, vizinha ou prima acha que você deve ser magra para ser feliz não vale o custo da sua felicidade. Ter cabeça, positividade e ser feliz é o que importa.


- Para você, o fato de uma mulher não ser magra não influencia em nada no quesito ser sexy e desejada, não?
Cada um tem sua definição do que é bonito. Alguns seguem "a massa" e outros têm a sua própria opinião. A minha definição pessoal determina a forma com que me sinto, me vejo e me trato. Mesmo soando como clichê, acho que isso reflete no seu exterior. Ser sexy ou atraente é algo que transparece de dentro pra fora.


- Se considera uma mulher sedutora?
Vamos dizer que quando o momento pede até que eu me saio bem. (risos)


- E quais são seus truques de beleza?
Cuido muito da minha pele, nunca durmo com maquiagem no rosto, bebo muita água diariamente, tento dormir o máximo possível e dou uma folga para o meu cabelo quando não estou trabalhando.


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